Inserção regional

Neste capítulo iremos apresentar o enquadramento do SOL NASCENTE, na região académica do Huambo, Bié e Moxico.

Após 3 décadas de guerra fratricida que assolaram as três províncias supra citadas, o Governo da República tem procurado desenvolver diversos programas de investimento público, com vista a recuperar infra-estruturas e potenciar a revitalização das economias regionais; que, no caso concreto, representam algumas das principais zonas com potencial agro-industrial de Angola.

A nível nacional, face ao objectivo de longo prazo de diversificação da economia do País, quer em termos sectoriais, quer regionais, a região abrangida por estas três províncias assume uma posição fundamental para a prossecução desse intento. Deste modo, a nossa aposta enquadra-se no desígnio nacional de contrariar a tendência macrocéfala de Luanda, evitando o desenvolvimento de uma economia de enclave e, paralelamente, é promotora de novos sectores da economia, escapando à lógica da Dutch disease.

Mister, atendendo às previsões referentes às dificuldades de produção alimentar internacional, o desenvolvimento das potencialidades agrícolas do Planalto Central Angolano, desde que potencializadas pelas infra-estruturas em desenvolvimento e recuperação, consistirão numa arma geoestratégica fulcral para o país.

Todavia, a vontade do executivo angolano em revitalizar a economia dessas províncias, para além das debilidades infra-estruturais, enfrenta um sério obstáculo: a pouca disponibilidade de capital humano com preparação adequada para a sustentabilidade desses desafios.

Os longos anos de guerra que estas províncias enfrentaram impediram que a maioria da população seguisse com normalidade as suas actividades académicas. Pelo que, a maioria dos adultos não tiveram a oportunidade de realizarem os seus estudos, seja a nível básico, médio ou superior.

Independentemente deste facto recente, importa reter que a Província do Huambo sempre foi, tradicionalmente, a província com maior actividade académica em Angola. Ainda hoje, quando caminhamos pelas ruas da cidade do Huambo observamos que quase toda gente tem um livro nas mãos, apesar das dificuldades do quotidiano.
Face ao exposto, e ao facto das três províncias possuírem cerca de 4 milhões de habitantes, servidos apenas por um Instituto Privado e uma Universidade Pública, incapazes de satisfazer a necessidade da população, parece-nos evidente o impacto tremendamente positivo que o presente projecto representará nessa região.